Aqui minhas inquietações, trabalhos, pesquisas,
opiniões, dicas e noticias a respeito daquilo que a cada dia toma mais o meu corpo e minha mente: ((((Arte))))





segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Marca!


Desde quando nascemos, já precisamos ser identificados com algum documento, no caso, a certidão de nascimento, e isso é util para a vida inteira, pois somos muitos seres vivendo entre si, e portanto, precisamos provar que existimos. Essa é a idéia básica, que arrisco mencionar, sobre a identidade civil. Algo, que realmente é muito necessário para nos encontrarmos dentro desse mundo rodeado de situações diversas.

E é com essa idéia de por-se ao meio ambiente, de marcar a sua atuação no convívio social e cultural, e também mostrar-se como únicos praticantes daquela proposta vivida e amadurecida pelo grupo, que a Companhia de Dança Aérea viu-se na necessidade de criar uma marca, uma identidade visual, que expressa-se os símbolos da linguagem que pratica. Uma linguagem híbrida de boa parte das artes de movimento e artes estáticas.

Surge então, no caminho da Somos Dez, através da Rede Cultura Jovem, o Coletivo foi a Feira, núcleo que trabalha justamente com a pesquisa de símbolos para criar possibilidades de identidades visuais. Depois de mais de um mês de pesquisas e alguns encontros, o Coletivo Foi a Feira surge com a proposta de logomarca para a Companhia de Dança Aérea. Que interação bacana! Nessa logo está carimbado um pouco dos focos de atuação da Companhia de dança.

Confira ai pessoal o desing do blog da Companhia Somos Dez, criado especialmente pelo Coletivo Foi a Feira. É muito interessante ver a logo na entrada do blog. Ficou bem legal:

http://ciasomosdez.wordpress.com/

E a Companhia Somos Dez reforça que está totalmente aberta a possibilidades de interação com os outras iniciativas, pois o novo espetáculo do grupo tem a proposta de integração com outras liguagens das artes. Sendo assim pessoal, quem possui habilidades com a música, teatro, dança, performance, intervenção, artes plásticas, etc, é só participar das reuniões e propor idéias, quem sabe você não faz parte do espetáculo.

As reuniões e ensaios estão acontecendo todos os dias no Praia Tênis Club, que fica na Praia do Canto, em Vitória. Contato: dbmarques@hotmail.com

Até mais…

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Bela Adormecida


Neste sábado (02) estive registrando o ensaio da montagem de A Bela Adormecida, espetáculo de ballet clássico que a bolsista Alana Moreira irá participar no final do ano.

A Bela Adormecida é um balé de um prólogo e três atos do compositor russo Tchaikovsk, com libreto de Marius Petipa e Ivan Vsevolojsky, e coreografia de Marius Petipa baseado no conto de fadas do escritor francês Charles Perraut. Sua estréia ocorreu no Teatro Mariinsk em São Petersburgo no dia 5 de janeiro de 1890. Thaikovsky escreveu a obra entre o período do ano de 1888 à 1889.

A arte tradicionalmente revela um pouco do que se passa em determinado lugar, em dada época, os acontecimentos que estão marcando a sociedade e seus anseios, A Bela Adormecida não é exceção. No final do século XIX, a Rússia experimentava ser não apenas o maior país, em termos populacionais, da Europa, mas também o maior país no que se referia à dança, era o país da dança.


Para marcar todo esse sucesso, o auge em que a Rússia se encontrava, era necessária a criação de um espetáculo nada menos que perfeito, que enchesse os olhos de qualquer um que o visse. Não apenas por suas proezas técnicas, mas por sua riqueza em todos os diversos aspectos, como figurinos, cenários, coreografias, músicas, etc.


Era com esse intento que, então, surgia o ballet A Bela Adormecida, demonstrando toda a opulência da capital mundial da dança. Para tanto, foi necessário que houvesse uma perfeita integração entre todos os envolvidos na produção. Alexandrovich Vsevolojsky foi o responsável por essa coordenação, agiu juntamente com Tchaikovsky e Marius Petipa, trabalhando para a adaptação do tema e do libreto.


Fonte:

http://www.bailarinas.kit.net/ballet%20de%20repertorio/Historico/A_Bela_Adormecida.htm


Está sendo com esse espírito o processo de montagem do espetáculo, que a escola de ballet Liviane Pimenta está organizando. É correria pra lá e pra cá, para conseguir deixar as marcações dos bailarinos no eixo.

A bolsista Alana Moreira está se esforçando ao máximo para desempenhar um papel digno com os personagem que irá dançar. Aos poucos vai-se notando as partes se encaixando, e tudo ficará lindo. Com a participação de todos os bailarinos, no final do ano, teremos um belo balé, com o enredo de uma das mais consagradas histórias do mundo da literatura infantil.

E finalmente, na próxima quarta-feira, Alana estará viajando para Juiz de Fora, MG, com o intuito de realizar o tão esperado exame da Royal. Em breve postarei aqui uma entrevista com a orientadora de Alana esclarecendo assuntos sobre esse exame e outras questões da capacitação da Bolsista.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vídeo: Indepêndecia Acreana

Olá pessoal! Olha o vídeo que Juliano Eurico da Cia Somos Dez e Alex Vieira da Revista Prego fizeram. É um vídeo interessante e bem criativo.Desde o início da entrada dos núcleos no Programa Rede Cultura Jovem, Juliano (Somos Dez) e Alex (Revista Prego) desenvolvem uma pesquisa visual em animação para cenários e personagens que podem ser projetados durante as apresentações ao vivo do espetáculo de dança aérea da Cia Somos Dez.

Confira:

http://redeculturajovem.com.br/agentes/diario-bordo-allan/2010/09/25/independencia-acreana/

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Interpretacione!!!


Um evento recheado essencialmente das mais diversas direções e elementos do mundo do vídeo e cinema. Essa é uma breve síntese que arrisco mencionar sobre a 7° MOVA Caparaó, que aconteceu em Guaçuí. Foram oficinas de Mídias Sociais, Câmera, Fotografia, Animação; mostra de vídeos, debates, palestras e grandes vivências no mundo das telas.

Destaco a oficina de Interpretação para TV e Cinema que participei. Com a sala cheia, Linsandro Nunes e IVNY, os instrutores, passaram informações valiosas sobre a técnica de representação nas câmeras. Esta técnica de representação, possui suas diferenças em relação a interpretação para o teatro.

Esse ponto da diferença entre os dois tipos de interpretação foi muito tocado, já que a interpretação para o teatro é mais expreciva, com a utilização de elementos cênicos que chamam a atenção do expectador que observa em tempo real a manifestação artística. O que é diferente do cinema, que precisa ser geralmente puxado, dependendo da proposta do diretor, para o naturalismo e não acontece em tempo real, tento ainda a possibilidade de ser refeito.

Foi um grande proveito poder participar desta oficina, já que a interpretação para as telas, contribui e muito para o leque de vivências para a formação do ator.

Forum ES de Dança


Sem dúvida, nosso ser a todo momento está sofrendo e sendo tocado por manifestações do ambiente, seja nas nossas atividades ou em qualquer movimentação que nos remete.Como ando tocando muito sobre questões desse corpo que nos pertence, nada melhor do que relatar sobre acontecimentos do ambiente da dança, que cerca esse corpo.

Um momento em que se discutiu muito sobre questões para fomentar oportunidades e ambientes para esse corpo se movimentar artisticamente, foi no Forum ES de dança, que aconteceu nos dias 10, 11, e 12 de setembro, promovido pela Secretaria Estadual de Cultura.

Foi o único momento em que eu consegui ver tanta gente da dança do ES em um mesmo lugar. Lugar esse que reuniu nomes como Solange Caldeia, Marcia Milhazes, Rui Moreira, Alejandro Ahmed, que são grandes nomes da dança na atualidade, sem contar na maravilhosa apresentação do Grupo Raça de SP e os Grupos capixabas.

A formação em dança, espaços para apresentações, formas de patrocício, técnicas de dança, etc, tudo isso foi discutido no dito cujo. Ou seja, foi um momento prospero e que deve ser repetido várias vezes.

E o Núcleo de Criação Movimento Urbano andou fazendo suas performances por lá, foi muito bacana a intervenção deles. Fiz um videozinho, mas por motivo de net lerda, depois eu posto.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Programa Imperdível!

Ola Pessoal!

Não percam nesta quinta e sexta (09 e 10 de setembro) o aulão aberto que o Núcleo de criação da Companhia Somos Dez irá abrir a rede. Quem quizer ter uma noção sobre o processo de criação da Companhia de Dança Aérea é só dar uma passada por lá. Até lá!

Onde: Praia Tênis Club - Av. Des. Santos Neves, 871, (ao lado do Shoping Boulevar da Praia)
Praia do Canto, Vitória, ES

Quando: Quinta e sexta, 09 e 10 de setembro – 18:15 as 19:45

Quanto: Entrada Franca

E também as inscrições para as aulas aos sábados no núcleo estão abertas.
Mais informações no e-mail: somosdez.cia@gmail.com

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Entrevista com Nívea Carla


Agora neste post, divulgo a entrevista que fiz via e-mail com a orientadora da bolsista Thiara Pagani, a atriz e cantora profissional Nívea Carla. A entrevista está bastante interessante, pois fornece um panorama da importancia da voz, que o artista cênico capixaba precisa ter em mente.

Nívea, acredita que a prática da dança e o estudo da música, são essenciais para um bom desempenho no fazer teatral. Confira:

1) Olá Nívia, fale um pouco sobre sua formação artística e sua identificação com o teatro e a música.

Comecei a estudar teatro em 1998. A maior parte da minha formação foi através da escola FAFI, onde em 1999 tive o meu primeiro contato com aulas de expressão vocal, com o professor Marcos Rivero. Paralelamente ao curso de teatro fiz aulas de canto particular com o mesmo, durante um ano. Em 2002 me formei no curso “Qualificação Profissional em Teatro” na mesma escola, que também tinha em sua grade curricular aulas de voz com o professor Patrick Duval durante 2 anos. Em 2003 estudei canto com o maestro Cláudio Modesto e, de 2005 a 2008, com Aretha Leandro.

Durante esse tempo também fiz oficinas de dança como a Flamenca, com Gisele Ferreira, Street dance, com o grupo Street Dance Vitória, Afro, com o grupo Negraô, Jazz, com Tadeu Schneider e agora Ballet na escola Mônica Tenore.

Em 2006 trabalhei com a “Banda 10” como Backing Vocal e de 2007 a 2010 com Andréa Nery & Banda.

Hoje estou no 5º período de Fonoaudiologia na UVV- Centro Universitário Vila Velha.

Sempre entendi que o ator precisa conhecer e saber usar seu instrumento de trabalho: o seu corpo. Dentre muitos, saber dançar, cantar e interpretar. Mesmo que ele não precise dançar em uma peça, a dança lhe dará consciência corporal e mais possibilidades de criação da personagem. No canto, com a técnica, ele poderá explorar sua voz, que é tão exigida na profissão. A música e a dança te dão coordenação motora e ritmo. Um andar de um personagem tem um ritmo próprio. Então sempre estudei a música, a dança e a interpretação para um mesmo fim: o Teatro. Estão todos interligados, um sustentando o outro.

2) Nívia, gostaria que você falasse sobre a sua relação com Thiara, e o que levou esta a te convidar a ser a orientadora no projeto de capacitação?

Thiara me conheceu há 5 anos. Em 2010 ela fez parte da técnica do musical “Boulevard 83” de Leandro Bacellar, do Grupo Teatro Empório, da qual eu era atriz, e posteriormente entrou para o grupo. Assim, tivemos um contato e troca de informações maiores. Thiara sabe do meu interesse em me especializar na área de Voz dentro da minha graduação, e então trabalhar com atores e cantores. Esse projeto não é experiência apenas para ela, mas também para mim.

3) Todos nós que temos contato com o fazer teatral, e até mesmo o público, sente a deficiência que muitos atores capixabas têm no aparelho vocal. Como você identifica essa problemática, se é que ela existe?

Muitos atores em Vitória desconhecem os problemas causados pela má utilização e uso exagerado da voz, pela falta de informação ou de conscientização. Alguns atores profissionais estudaram comigo, com os mesmos professores e acesso às mesmas orientações, entretanto não as seguiram por se julgarem dotados de uma “voz forte e resistente”, como já ouvi. Hoje, alguns precisam de cirurgia e outros de fonoterapia. Muitos nem sabem que possuem alterações na sua produção da vocal ou acham desnecessários os exercícios. Não sabem que voz falada é diferente de voz cantada ou da exigida no teatro. E que existem resistências diferentes de organismo pra organismo. Uns podem ganhar uma alteração em 6 meses, outros em 2 anos.

O ator precisa fazer aquecimento e desaquecimento vocal. Uma bailarina não entra em cena sem se alongar e aquecer. Além de lhe dar elasticidade e precisão dos movimentos, tem o objetivo de protegê-la de lesões musculares. Prega vocal é constituída (grande parte) de músculo, portanto também pode ser lesionado. Rouquidão constante, dor na laringe, aspereza e soprosidade na voz, tensão muscular são indícios de alterações que podem ser nódulos (calos), fendas ou pólipos vocais, dentre muitos.

Sempre digo para se ter cuidado na escolha do professor de canto. Alguns sequer conhecem realmente o aparelho fonador. Vejo também atores com informações totalmente equivocadas, adquiridas através de professores de teatro que acreditam dominar a técnica vocal. Já ouvi que o principal músculo da respiração, o diafragma, se localiza abaixo do umbigo. Quando na verdade é logo abaixo do pulmão.

No Brasil essa visão de que o ator não precisa do canto e da dança está sendo modificada com a chegada das produções de musicais. Espero que mude aqui também.

4) “O Canto como Instrumento Potencializador da Voz do Ator”, esse é o nome do projeto. Qual a importância do canto para o aprimoramento vocal de Thiara? Quais os benefícios que as aulas estão trazendo para a bolsista?

As técnicas do canto, além de habilitá-la para cantar no teatro, lhe darão consciência maior do seu aparelho fonador, dos músculos intrínsecos e extrínsecos da sua laringe e o domínio de todo o seu registro e tessitura vocais, que serão usados na criação da voz de seus personagens, que podem ter características bem distintas: muito agudo, muito grave, gutural, estridente, etc. É difícil para o ator sair da sua produção de voz no seu tom fundamental para uma que é bem diferente da sua. O professor de canto com o fonoaudiólogo vai auxiliá-lo nisso.

Thiara não havia feito aulas de canto antes. Somente oficinas muito curtas de voz. Lembrando que não basta saber como é o exercício, mas como fazer corretamente, pois se feito de forma equivocada pode causar uma lesão ou piorar o que já existe.

Thiara está utilizando melhor o diafragma e percebendo uma resistência maior no uso da voz em seus trabalhos.

5) A metodologia da capacitação é muito interessante, com consultas ao fonoaudiólogo e ao otorrinolaringologista e aulas com professores de canto e ginástica respiratória. Qual a importância desses profissionais na preparação vocal do ator?

A primeira coisa que se deve fazer quando se começa a estudar teatro ou canto é fazer a videolaringoscopia. É um exame simples, feito pelo Otorrinolaringologista, que através de uma micro-câmera visualiza a laringe e as pregas vocais na fonação e que detecta alterações comuns nos profissionais da voz. Todo professor sério e capacitado deveria pedir o exame.

Se constatado alguma alteração, esta deverá ser tratada com um fonoaudiólogo, que não só reabilita, mas também previne. O fonoaudiólogo avalia uma série de itens como a postura, a respiração, a ressonância, a articulação e com exercícios específicos vai condicionar e fortalecer a musculatura respiratória e fazer com que o ator e/ou cantor use o máximo de potência de sua voz, sem agredi-la.

A ginástica respiratória, que consiste em aulas coreografadas, com o aluno dançando, com um tipo de respiração específica, controlada e determinada pelo professor (ex. inspira em 4 tempos e solta em 1), o aluno ganha “fôlego” para falar ou cantar exercendo uma atividade, dançando ou correndo, por exemplo. Aprende a controlar melhor a saída do fluxo de ar, enquanto os batimentos cardíacos estão acelerados. Geralmente acontece o contrário: Batimento cardíaco acelerado = pouco controle do fluxo de ar).

Com o trabalho em conjunto desses profissionais o ator consegue otimizar a sua produção vocal sem prejudicá-la.

6) Você e Thiara fazem parte do Grupo Teatro Empório, e estavam em cartaz com o espetáculo Rosa Negra, que inclusive foi sucesso de público. Você também é orientadora de Diego Carneiro, bolsista do programa, que também faz parte do grupo. Como você vê a atuação do Programa Rede Cultura Jovem (PRCJ) na fomentação da produção artística jovem capixaba e no aprimoramento dos dois integrantes do grupo, que são bolsistas do programa?

Acredito que esse programa veio para apoiar o crescimento cultural dos jovens capixabas, que não teriam a oportunidade de adquirir ou aprimorar seus conhecimentos sem essa sustentação. Penso que é um projeto de formiguinha. Aos poucos ele vem sendo construído e vai ser passado adiante. Tenho certeza que Diego e Thiara vão levar o conhecimento que ganharam a outras pessoas, contribuindo para o aperfeiçoamento dos atores do teatro capixaba. Seria muito importante a continuação desse projeto do Programa Rede Cultura Jovem para um aperfeiçoamento maior desses jovens, que mais tarde poderiam ser, quem sabe, professores dos próximos bolsistas

Allan Moscon
https://twitter.com/AllanMoscon

Fonte:http://redeculturajovem.com.br/agentes/diario-bordo-allan/2010/09/08/entrevista-com-nivea-carla/